Wednesday, October 10, 2007

i kill her



[ clementine ] diz:
não sei como ela enxerga com a franja indie dela
ian [ ] diz:
nem eu... rs
[ clementine ] diz:
tb quero uma franja indie.
[ clementine ] diz:
o problema é q minha mãe vai ficar nervosa e botando pro lado
[ clementine ] diz:
pq ela tem nervoso
[ clementine ] diz:
se eu não enxergo

Saturday, September 29, 2007

meu nariz faz um barulho engraçado qd eu respiro.

músicas velhas.

de vez em quando guardam sentimentos ruins, mas essas já podem ser ouvidas de novo. oba.


[ separação ]

que vento mole morre fraco
penso mais que um furacão.
compensa a vida?
contenta-me.
tudo passa.

quão mole, fraco, manso
quão forte foi, conforta-me
afoga em mim o que te invade.
foi tudo vão?

qual prato liso, raso
qual pranto, rasgo de mim, de mel de meu, de mais.
que paz?
te quero mais.
te quero em mim, assim de bem.
tudo de bom, pra vc.
tudo de bom.

mãe pessoa

[ trains ]



porcupine tree

Monday, September 10, 2007

[ bora brincar ]

Se fosse uma flor - crisantemo
Se fosse um brinquedo - video game
Se fosse um mês - outubro
Se fosse uma brincadeira - pular elástico
Se fosse uma música - alanis
Se fosse uma nota musical - mi
Se fosse uma cor - amarelo
Se fosse um filme - before sunrise
Se fosse um feriado - finados
Se fosse uma comida - strogonoff
Se fosse uma bebida - vinho
Se fosse um disco -
Se fosse uma maquiagem - lápis de olho
Se fosse um dia da semana - sábado
Se fosse um periférico do PC - caixas de som
Se fosse um doce - doce de leite
Se fosse um programa de tv -
Se fosse um cômodo da casa - quarto
Se fosse um instrumento - gaita
Se fosse um objeto - lápis de cor
Se fosse uma árvore - mangueira
Se fosse uma fruta - uva
Se fosse uma paisagem - mato
Se fosse um bicho - gato
Se fosse um lugar - frança
Se fosse uma estação do ano - primavera
Se fosse uma frase feita - rapadura é doce mar num é mole não...
Se fosse uma peça de roupa - saia
Se fosse um elemento da natureza - água
Se fosse um objeto motorizado - moto
Se fosse um aparelho eletrônico - aparelho de som
Se fosse uma pessoa da sua família - eu mesma
Se fosse um sentimento - desejo
Se fosse um perfume - cítrico
Se fosse um livro - lavoura arcaica
Se fosse uma conquista - mestrado
Se fosse uma parte do corpo - costas
Se fosse uma pedra - ametista
Se fosse uma dúvida - pra onde agora?
Se fosse uma marca - melissa
Se fosse um eletrodoméstico - liquidificador
Se fosse um jogo - wow =P

e nem demorou...

[ receita preguiçosa ]

vou pra casa ver minha gata e pensar no que comer... enquanto ainda estou aqui e não me desesperei com a situação da minha despensa deixo uma receita de lentilhas [metida a tailandesa] q adoro:

pique miudinho: 1 cebola e 1 maçã [sem casca viu, minha gente?]
cozinhe: a lentilha com sal e pouca agua [ela não pode ficar desmanchando]
refogue: a cebola no azeite, depois bota a maçã e por último a lentilha cozida
tempere: com sal, pimenta do reino e curry

diliça.

eu volto.

Friday, July 20, 2007

[...] e não tardava Ana, impaciente, impetuosa, o corpo de campônia, a flor vermelha feito um coalho de sangue prendendo de lado os cabelos negros e soltos, essa minha irmã que, como eu, mais que qualquer outro em casa, trazia a peste no corpo, ela varava então o círculo que dançava e eu logo podia adivinhar seus passos precisos de cigana se deslocando no meio da roda, desenvolvendo com destreza gestos curvos entre as frutas e as flores dos cestos, só tocando a terra na ponta dos pés descalços, os braços erguidos acima da cabeça serpenteando lentamente ao trinado da flauta mais lento, mais ondulante, as mãos graciosas girando no alto, toda ela cheia de uma selvagem elegância, seus dedos canoros estalando como se fossem, estava ali a origem das castanholas, e em torno dela a roda girava cada vez mais veloz, mais delirante, as palmas de fora mais quentes e mais fortes, e mais intempestiva e magnetizando a todos, ela roubava de repente o lenço branco do bolso de um dos moços, desfraldando-o com a mão erguida acima da cabeça enquanto serpenteava o corpo, ela sabia fazer as coisas, essa minha irmã, esconder primeiro bem escondido sob a língua a sua peçonha e logo morder o cacho de uva que pendia em bagos túmidos de saliva enquanto dançava no centro de todos, fazendo a vida mais turbulenta, tumultuando dores, arrancando gritos de exaltação. [...]
[ raduan nassar | lavoura arcaica ]

Friday, July 06, 2007

disturbio do pânico.

Friday, June 15, 2007

[ romances ]

Sempre escrevi em diários. Diários, agendas, caderninhos, enfim não faz diferença. O importante é que sempre achei que a minha história valia a pena. Que todas essas minhas desventuras talvez fossem interessantes e mesmo com o pressuposto de q diários são secretos, escrevia meio q prevendo um leitor. Eu contava pra alguém mesmo. E tb nunca consegui botar no papel [ou, com o advento do computador pessoal, botar na tela, num arquivo, whatever], um segredo segredo mesmo. Já tentei inúmeras vezes. Tenho essa mania de tentar me adequar ao q esperam de mim, então, diário é secreto e serve pra guardar segredos. Mas agora, crescidinha e ligando menos pra essas bobagens [menos, não interprete q consegui largar minhas manias só pq tenho 20 e poucos], consigo romancear meus causos e omitir meus segredos sem culpa.

Bom, pra quê comecei escrevendo isso?

Ah! Pq hoje li um romance de um cara q meio q roubou meu coração. Tá, calma, sejamos menos exagerados... Não é bem q ele rouboooou meu coração... é q foi um daqueles romances q vc se identifica, sabe? Que vc tem a impressão q poderia muito bem fazer parte daquela história...? é um romance estranho, admito. Ele escreve contando, diretamente ao leitor [por isso lembrei da minha relação com diários], o q aconteceu, mas como ele escreve de um tempo futuro, vai meio q anunciando o q acontecerá em seguida. Em parte tira a graça do fim, pq desde a primeira frase do txt eu sabia q era uma tragédia e q ele não ficava com a mocinha. Mas tb faz com q vc se compadeça do menino.

Meninos são bobos. E as meninas tb. Na verdade, acho q essa coisa de lidar com amor nessa idade é uma merda. Tudo parece tão maior e tão mais difícil do q é na verdade. E a gente só percebe isso muito depois, o q é uma sacanagem. Se eu soubesse, na 5ª série, q pra conquistar o menino loirinho lindo da 6ª [patrick, olha a ironia] era só começar a namorar outro, teria armado isso antes. Em vez de começar a namorar de verdade e ficar me sentindo toda culpada pq estava com um pensando em outro. Espero q vc já tenha notado q essa coisa de culpa é comigo mesma. A não ser qd minha lua resolve ser em peixes e me embriagar e me levar pra boates e... enfim, noutra hora. Daí é isso. Devia ser proibido se apaixonar com 14 anos. Pras meninas. Pros meninos até uns 23. Nada de bom acontece nunca, não é só com vc. Eu devo ter traumatizado alguns e até hoje tenho recalque de um ‘peguete’ q negou pra turma toda q havia ficado comigo. Adolescente é cruel, bicho.

Bom, o fato é q fiquei com uma vontade enorme de conhecer aquele menino sabe? Como a sensação do sonho! Que fica com vc horas depois q acorda... é como se isso q li fosse em sonho e q agora ainda estivesse pulsando em mim, parecendo real. Daqui a pouco vai enfraquecendo essa pulsação e depois de amanhã talvez eu nem lembre desse guri exagerado... por enquanto vou rindo sozinha dele, pq rir de tragédias tb é comigo.

E tem outro ponto interessante da narrativa. Ele diz q somos personagens da narrativa do universo. Somos peças de um jogo divino e a graça toda está nas tragédias. Pior, ele acha q quem descobre isso ainda fica amaldiçoado eternamente pelos deuses. E daí eu digo a ele q penso o mesmo. Pq tive amores e qd dizia pra mim ‘é ele, é com esse cara q quero passar o resto da vida’, qd faltava pouco pra conseguir montar meu castelo de cartas, vinha um vento mais forte, ou um desavisado q desmoronava com tudo. Então só posso concluir, obviamente, q a mão desastrada é a desses nossos deuses.

Enfim.

O txt todo era só pra citar a música do placebo, q me veio na cabeça depois de ler vc. Mas é q eu tb enrolo...

"Sommes nous les jouets du destin
Souviens toi des moments divins
Planants, éclatés au matin
Et maintenant nous sommes tout seul
Perdus les rêves de s'aimer
Le temps où on avait rien fait
Il nous reste toute une vie pour pleurer
Et maintenant nous sommes tout seul"

Ana.

Monday, June 04, 2007

[ chá de panela + open house ]

[ lista de presentes: ]

- concha pequena pra molhos
- geladeira [uhu!]
- toalhas de rosto e banho [azuis ou amarelas]
- 2 conjuntos de roupas de cama de casal com elástico
- 2 edredons de casal [tá frio galera!]
- puxa saco
- conjunto de tapetes para banheiro [azul]
- cremeiras [potes para sobremesa]
- molheiras [potes para molhos]
- tupperware's
- saladeira
- porta-mantimentos de vidro com tampa
- forma de pizza
- peneira
- pegador de macarrão
- luva térmica para cozinha
- travessa de vidro redonda e retangular
- avental de cozinha
- batedeira
- liquidificador
- forma de pudim
- panela de pressão
- espátula para bolo/torta
- luminária de mesa
- lustres [sim, não temos lustres!]
- pufe
- rede de deitar em cor berrante [vermelha, amarela ou azul]
- capacho bonitinho pra porta
- jogo de facas
- cortador de queijo
- ralador
- prateleiras
- escorredor de macarrão
- escorredor de arroz
- panos de prato/chão
- plantas/flores
- suporte para plantas de pé
- suporte para plantas de pendurar
- fruteira
- azeiteira
- microondas
- açucareiro
- martelo de carne
- mesa de computador
- colheres de pau
- mantegueira
- ferro de passar a vapor
- máquina de lavar roupa [meu maior desejo... Ai ai...]
- furadeira
- martelo e chaves de fenda

[pra facilitar: gostamos de coisas coloridas! e por favor, deixe um comentário dizendo o q vc escolheu pra não ter perigo de ganhar coisas repetidas, ok? lembrando q o presente não é obrigatório, estar presente sim! péssima essa né? =]

Dia 16/6, a partir das 19hs. O endereço está no email-convite!
Tragam bebidas q o 'de comer' tá garantido.

Monday, May 14, 2007

[ des armes ]

parece-me q aquela pomba branca pesa mais de trezentas toneladas
e teremos q nos acostumar a andar pelo centro da cidade sem pombos
parece-me q à primavera faltam anos de inverno
e temo pelas flores q lhe presentearia

e eu tenho um vestido q foi a manga do seu vestido de casamento
e eu tenho medo de acordar com gritos vc sabia?

parece-me que sou mãe enquanto vc é a filha
e quem me cuida e quem me nina?
parece-me q na casa de praia estacionou uma nuvem cinzenta
e há anos chove qd tento chegar

e eu tenho um rosto seco que queima queima há tanto tempo
e é impressionante o quanto as promessas de criança são difíceis de quebrar...

Tuesday, May 01, 2007

Monday, April 30, 2007

[ prossiga ]

a poeira de vc em minha sombra...

le vent les portera.

Friday, April 27, 2007

[ música ]

[intro]

eu quero ir pra casa, eu quero ir pra casa, eu queroooooooo..... ir pra casa.

[riff #1]
[riff #2]

[refrão]
eu queroooo ir pra casaaaaaaa!

[repete o refrão 2x]

eu quero ir pra casa, eu quero ir pra casa, eu queroooooooo..... ir pra casa.

meu amor chegooouuu... voooouuuu pra casaaaa!

[repete o refrão 2x. e fim.]

Thursday, April 26, 2007

infinita angústia dentro de mim. tão infinda e tão angústia q nem cabe e nem vale. ela fica me invadindo, roendo minhas unhas, me engasgando, me enchendo de lágrimas que não vão à lugar algum, me fazendo baixar a cabeça e querer morrer. um pouco.

vou ali morrer um pouquinho e já volto.



ps: a claire é escorpiana e a kate geminiana. certinho...

Saturday, April 21, 2007

então... confunde a cabeça da menina, vai!

vou entrevistar a ana e fazer dela uma criatura mais consistente. ela reclama muito e tá jogando na minha cara q até a mãe de santo me mandou procurar um analista. puta merda, e experimenta chamar ela de personagem pra vc ver só o q acontece.
vem aih: 'três garrafas de vinho e a conta.'

Wednesday, April 11, 2007

[ da janela lateral do quarto de dormir ]

mas o q importa é q amanhã vou acordar em casa. vou abrir os olhos devagar e a primeira coisa que verei será a janela que dá pro mundo. no ar, música. primeiro baixinho pra não me assustar nesse despertamento. depois mais alta, até preencher meus ouvidos e os buracos das paredes. eu vou levantar devagar, meio rindo, caminharei até a sala pisando bem firme. abrindo os dedos do pé, meio que agarrando o chão de tacos que eu preciso encerar. vou olhar as plantas e pensar se elas precisam de água. decidirei que as violetas não gostam tanto de água e vou com meus pés firmes até a varanda. olharei as outras casas, o jardim, o dia amarelando e me afogarei em nostalgias. e enquanto minha gata mia pedindo atenção ou comida, eu, meio boba, agradecerei a uns deuses por ele, por ela e pelo meu tão amado chão de tacos. agora é assim que é.

Wednesday, March 21, 2007

Monday, March 12, 2007

[ do diário de ana, de um dia de outubro ]

é engraçado como me sinto uma adolescente agora. 22 anos e ainda me entorpeço escutando legião urbana sozinha e bem alto... sozinha. como isso me assustou nos últimos dias. hoje deve ser um dia especial. pela primeira vez em 2 meses estou realmente feliz por não ter ninguém aqui... acho q me chacoalharam tanto q finalmente peguei no tranco. estou plenamente satisfeita em ficar de pernas pro ar, fazendo hora pra fome chegar, desejando comer meu miojo [comprei o q mais gosto mesmo sendo o dobro do preço. pobreza tem limite tb].
ressaca moral estranha. um desprendimento estranho. uma liberdade que só se sente qd não há apego. não quero apego. não quero arrependimentos. não quero mais cobranças. quero esse palpitar e essa letargia. quero esses dias estranhamente bons. quero esse domingo.

foi uma noite boa. ah sim... três me desejando e isso me diverte enormemente. cada um com seus motivos, velados ou descarados, amando um simbolo... um corpo sinuoso, entorpecidos por olhos de abismo. nenhum deles tentando ou conseguindo alcançar algo além da escuridão superficial desse abismo. apenas hipnotizados. apenas sendo usados. e sim, claro que eles tb me usaram. cada qual com seu propósito. troca justa.
a todos eles falta algo.
eu me enganei. eu não estava apaixonada. eu forcei um sentimento pq queria muito, muito viver um romance novamente. mas ontem foi esclarecedor: é a tentação do desafio q excita. estou me sentindo como um carinha canalha. mas é a melhor atitude q posso tomar agora. ele poderia me ganhar... sim, poderia... mas não lido bem com desprezo. não, não foi desprezo... talvez indiferença, pouco-caso... o fato é que, agora, estou sentindo o mesmo e espero congelar esse sentimento pra conseguir levar esse pseudo-relacionamento sem me afogar. no momento só quero me afogar em vodka.

Wednesday, March 07, 2007

[ she went down down down there into the sea ]

When she walks down the street,
She knows there's people watching.
The building fronts are just fronts
To hide the people watching her

But she once fell through the street
Down a manhole in that bad way
The underground drip
Was just like her scuba days

Days
Daze
Days
Daze

She was all right because the sea was so airtight, she broke away
She is all right but she can't come out tonight, she broke away
She was all right, yeah the sea was so tight, air tight
She broke away, broke away

At the bottom of the ocean she dwells
At the bottom of the ocean she dwells
From crevices caressed by fingers
And fat blue serpent swells
Stella, Stella, Stella, Stella I love you

[Chorus]

Well, she was my catatonic sex toy, love-joy diver
She went down down down there into the sea,
Yeah she went down down down there, down there for me, right on

So good, oh yeah, right on

(There's something that's invisible,
There's some things you can't hide,
Try detect you when I'm sleeping,
In a wave you say goodbye...)

Tuesday, February 27, 2007

[ 4 ]