[ prossiga ]
a poeira de vc em minha sombra...
le vent les portera.
ou 'o silêncio que incomoda' ou 'vida de gato'
a poeira de vc em minha sombra...
le vent les portera.
disse
Julia Pessoa
em
8:32 PM
0
comentários
[intro]
eu quero ir pra casa, eu quero ir pra casa, eu queroooooooo..... ir pra casa.
[riff #1]
[riff #2]
[refrão]
eu queroooo ir pra casaaaaaaa!
[repete o refrão 2x]
eu quero ir pra casa, eu quero ir pra casa, eu queroooooooo..... ir pra casa.
meu amor chegooouuu... voooouuuu pra casaaaa!
[repete o refrão 2x. e fim.]
disse
Julia Pessoa
em
7:59 PM
0
comentários
infinita angústia dentro de mim. tão infinda e tão angústia q nem cabe e nem vale. ela fica me invadindo, roendo minhas unhas, me engasgando, me enchendo de lágrimas que não vão à lugar algum, me fazendo baixar a cabeça e querer morrer. um pouco.
vou ali morrer um pouquinho e já volto.
ps: a claire é escorpiana e a kate geminiana. certinho...
disse
Julia Pessoa
em
10:37 PM
0
comentários
vou entrevistar a ana e fazer dela uma criatura mais consistente. ela reclama muito e tá jogando na minha cara q até a mãe de santo me mandou procurar um analista. puta merda, e experimenta chamar ela de personagem pra vc ver só o q acontece.
vem aih: 'três garrafas de vinho e a conta.'
disse
Julia Pessoa
em
10:39 PM
0
comentários
mas o q importa é q amanhã vou acordar em casa. vou abrir os olhos devagar e a primeira coisa que verei será a janela que dá pro mundo. no ar, música. primeiro baixinho pra não me assustar nesse despertamento. depois mais alta, até preencher meus ouvidos e os buracos das paredes. eu vou levantar devagar, meio rindo, caminharei até a sala pisando bem firme. abrindo os dedos do pé, meio que agarrando o chão de tacos que eu preciso encerar. vou olhar as plantas e pensar se elas precisam de água. decidirei que as violetas não gostam tanto de água e vou com meus pés firmes até a varanda. olharei as outras casas, o jardim, o dia amarelando e me afogarei em nostalgias. e enquanto minha gata mia pedindo atenção ou comida, eu, meio boba, agradecerei a uns deuses por ele, por ela e pelo meu tão amado chão de tacos. agora é assim que é.
disse
Julia Pessoa
em
9:51 PM
0
comentários
é engraçado como me sinto uma adolescente agora. 22 anos e ainda me entorpeço escutando legião urbana sozinha e bem alto... sozinha. como isso me assustou nos últimos dias. hoje deve ser um dia especial. pela primeira vez em 2 meses estou realmente feliz por não ter ninguém aqui... acho q me chacoalharam tanto q finalmente peguei no tranco. estou plenamente satisfeita em ficar de pernas pro ar, fazendo hora pra fome chegar, desejando comer meu miojo [comprei o q mais gosto mesmo sendo o dobro do preço. pobreza tem limite tb].
ressaca moral estranha. um desprendimento estranho. uma liberdade que só se sente qd não há apego. não quero apego. não quero arrependimentos. não quero mais cobranças. quero esse palpitar e essa letargia. quero esses dias estranhamente bons. quero esse domingo.
foi uma noite boa. ah sim... três me desejando e isso me diverte enormemente. cada um com seus motivos, velados ou descarados, amando um simbolo... um corpo sinuoso, entorpecidos por olhos de abismo. nenhum deles tentando ou conseguindo alcançar algo além da escuridão superficial desse abismo. apenas hipnotizados. apenas sendo usados. e sim, claro que eles tb me usaram. cada qual com seu propósito. troca justa.
a todos eles falta algo.
eu me enganei. eu não estava apaixonada. eu forcei um sentimento pq queria muito, muito viver um romance novamente. mas ontem foi esclarecedor: é a tentação do desafio q excita. estou me sentindo como um carinha canalha. mas é a melhor atitude q posso tomar agora. ele poderia me ganhar... sim, poderia... mas não lido bem com desprezo. não, não foi desprezo... talvez indiferença, pouco-caso... o fato é que, agora, estou sentindo o mesmo e espero congelar esse sentimento pra conseguir levar esse pseudo-relacionamento sem me afogar. no momento só quero me afogar em vodka.
disse
Julia Pessoa
em
8:04 PM
0
comentários
When she walks down the street,
She knows there's people watching.
The building fronts are just fronts
To hide the people watching her
But she once fell through the street
Down a manhole in that bad way
The underground drip
Was just like her scuba days
Days
Daze
Days
Daze
She was all right because the sea was so airtight, she broke away
She is all right but she can't come out tonight, she broke away
She was all right, yeah the sea was so tight, air tight
She broke away, broke away
At the bottom of the ocean she dwells
At the bottom of the ocean she dwells
From crevices caressed by fingers
And fat blue serpent swells
Stella, Stella, Stella, Stella I love you
[Chorus]
Well, she was my catatonic sex toy, love-joy diver
She went down down down there into the sea,
Yeah she went down down down there, down there for me, right on
So good, oh yeah, right on
(There's something that's invisible,
There's some things you can't hide,
Try detect you when I'm sleeping,
In a wave you say goodbye...)
disse
Julia Pessoa
em
1:30 PM
0
comentários
pq vc fica uma gracinha dormindo.
pq vc beija meu pé mesmo ele sendo horrível.
pq vc levanta da cama de manhã só pra me dar um beijo na porta do elevador.
pq vc é meu groupie.
pq vc é branquinho.
pq eu morro de orgulho docê.
pq eu tenho tara por professores =D.
pq vc me faz carinho e massagem às 4 da manhã só pr'eu conseguir dormir melhor.
pq vc joga lobinho comigo.
pq vc não briga qd eu deixo a toalha molhada no quarto.
pq vc tá aprendendo a gostar de gatinhos.
pq vc é meu parzinho de filme de amor.
pq vc é aquele menino da praia.
pq vc escreve.
pq vc é meu companheiro.
pq vc curou meu vício em bala halls.
pq tem alguma coisa no seu jeito de me olhar q entorpece.
pq vc me entorpece.
pq vc desenvolveu um método ótimo de me fazer dormir bem.
pq parece q é assim desde sempre.
pq vc tem uma constelação de pintinhas.
pq vc beija todas as minhas.
pq vc cuida de mim.
pq vc tb é filho de vênus e plutão.
pq toda vez q vc imita o bátima eu morro de rir.
pq vc me faz sorrir o tempo todo.
pq vc come devarinho.
pq vc toma porre comigo.
pq a gente é farinha do mesmo saco.
pq até minha família gosta docê.
pq vc me chama de tangerina. e de moreninha. e de amorzinho. e eu me derreto toda vez...
respondeu sua pergunta?
feliz valentine's.
disse
Julia Pessoa
em
7:33 PM
2
comentários
ouvindo: [ barulhos do msn ]
msn:
- montei!
- levou quanto tempo?
- 23 anos!
\o/
disse
Julia Pessoa
em
6:46 PM
1 comentários
ouvindo: [ duas cores | mombojó ]
não determine culpas, não destine ódios, nem julgue, nem grite.
fique quieta e vá tomar um remédio pra essa irritante alergia a pó, babaquice e caixas de mudança.
disse
Julia Pessoa
em
1:33 PM
0
comentários
é um dia meio sei lá q acontece de tempos em tempos. não dá vontade nem de ir pra casa, nem de ficar aqui. sonolenta, lenta e mal humorada, acho q nem eu me 'guento hoje... tristeza meio sei lá, sabe?
disse
Julia Pessoa
em
7:27 PM
0
comentários
q não fui eu q fiz, mas é como se fosse e era mesmo isso q eu queria dizer...
o meu amor | chico buarque
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.
disse
Julia Pessoa
em
1:03 PM
2
comentários
eu te amo de um tanto
que quase não acredito
e te digo de espanto
o q de mim nunca foi dito
amo assim de cor calma
e também matiz angustiante
e essa dor q corta a alma
é meu desejo mais constante
[...]
disse
Julia Pessoa
em
2:28 AM
1 comentários
de vez em qd eu minto descaradamente pra mim mesma.
digo assim: boba, vc não é ciumenta, vc não é obsessiva, não não...
tsc tsc, sempre me fodo...
tá pensando q é fácil?
se apaixona só pra ver.
ai,
ai,
ai,
ai, vontade de falar 15 palavrões. 'tamerda.
disse
Julia Pessoa
em
1:31 AM
0
comentários
estavam os dois na cozinha. dela. a ana comia aquelas bolachas de gergelim quebrando elas em pedacinhos. cada ruptura enchia o prato de farelos e sementinhas de gergelim q gostava de pegar apertando os dedos contra o vidro e lamber em seguida. era um ritual lento. mas ela sempre comia devagar mesmo. ele olhava. do chão pra geladeira, pra ela, pro relógio de parede.
- cê não vai comer nada mesmo? tem chocolate... - ela nem virou pra ele pra dizer.
- tô sem fome. acho q bebi demais. tô pensando um monte de besteiras...
- eu tb bebi demais e não perdi a fome...
- ...
- ah, falasério, gustavo... - continua sem olhar pra ele.
- o q?
- q tu ficou bolado.
- com o q? - ele tá tentando contar as rachaduras do azulejo q está embaixo da cadeira dela.
- esquece.
- não.
- não o q?
- não esqueço. e acho q vou pra minha casa. - agora ele espera q ela olhe. tinha certeza q agora ela olhava. 'minha' casa. ela odiava qd ele falava 'minha' casa.
ana parou de brincar com os farelos. mas não olhou.
- vc vai embora...? - doía.
- tô querendo.
- por causa de hoje?
- ah porra. tu acha q é pq? pq mais seria? pq vc tá fazendo como se não tivesse sido nada de mais?
ela quer levantar e não consegue. nem se mexer direito. nem respirar direito. nem nada.
- caralho, ana! vc quer q eu finja q não aconteceu? sei lá, cara... tá foda... não dá isso... vc é maluca... só pode...
ela volta a quebrar bolachas, mas não come.
- pq vc nunca fala? eu fico aqui roendo essas cenas e vc não fala nada!
- olha... vc viu coisa demais... é besteira... eu tô com sono e vc tá bêbado ainda... tá gritando comigo... eu não gosto...
- tá. foi mal. olha pra mim.
- pra q?
- olha pra mim porra. vc não olhou pra mim desde q saimos de lá. - ele pega no braço dela e puxa pra si.
ela tem algo de ameaça no olhar. aquela ameaça q ele viu no dia em q se conheceram. antes era uma ameaça doce. hoje não tem doçura.
ela não sabe pq o jeito q ele olha é tão devastador. devastador. ana sempre usou essa palavra pra lembrar do modo como era. agora quer chorar. mas tb não consegue.
- eu te amo tanto garota. caralho como eu te amo. - ele quer tanto abraçá-la q dói.
- eu tb te amo. - ela suspira lamentando a vontade sem tamanho de ser abraçada e carinhada e q ele a leve pro quarto e pra cama e q toda essa confusão termine.
- e não aconteceu nada... poxa eu tava tão bem. pq vc tem q fazer isso comigo sempre? q droga, gustavo... - ana se solta, desanimada. vai até a sala e se joga no sofá.
nesse momento, q não é só um momento mas não passa de uns minutos, os dois se sentem sozinhos.
[...]
- tô indo.
- hm...
- eu ficaria se vc olhasse pra mim e dissesse a verdade.
ana suspira, e levanta, um pouquinho tonta ainda dos drinks q tomou, apaga a luz da cozinha e vai pro quarto. nem fecha a porta. troca de roupa devagar e, prestando atenção aos barulhos da sala, deita na cama, se cobre com o edredon, fecha os olhos e espera.
ele vem.
ela pensa.
- bobo...
disse
Julia Pessoa
em
11:58 PM
0
comentários
a ana é uma moça boba. ela morde os lábios o tempo todo. gosta das unhas pintadas de vermelho. gosta de música. e detesta vento. ela é a personagem. não sou eu. se vc achou q eu escrevia sobre mim enganou-se. eu copio ela.
- saudade.
- hum... tá...
- vc não?
- ...
- ficou triste?
- parece?
- ficou...
- eu costumo sentir saudade das coisas q quero de volta... ou daquelas q nunca serão superadas. mas... é bom saber como vc se sente. assim eu posso dar uns passinhos pra trás... ando rápido demais.
- vc não entendeu...
- são as palavras, sabe... td q vc fala passa por mim arrancando pedaço. às vezes isso é bom... na maioria das vezes... de vez em qd não é. eu não queria ouvir saudade de vc.
[...]
- nem saudade de vc?
- a saudade de mim é desejo. a dela é o q?
disse
Julia Pessoa
em
9:39 PM
2
comentários
'eu quero um samba pra me aquecer
quero algo pra beber, quero você
peça tudo que quiser
quantos sambas agüentar dançar
mas não esqueça do nosso trato
da hora de parar
só vamos embora quando tudo terminar
eu vou te levar aonde você quer chegar'
vou mesmo.
de olhinhos fechados e cantando. descobrir musica nova é sempre uma alegria...
disse
Julia Pessoa
em
4:09 PM
0
comentários