Tuesday, February 27, 2007

[ 4 ]

Wednesday, February 14, 2007

[ (L) ]

pq vc fica uma gracinha dormindo.
pq vc beija meu pé mesmo ele sendo horrível.
pq vc levanta da cama de manhã só pra me dar um beijo na porta do elevador.
pq vc é meu groupie.
pq vc é branquinho.
pq eu morro de orgulho docê.
pq eu tenho tara por professores =D.
pq vc me faz carinho e massagem às 4 da manhã só pr'eu conseguir dormir melhor.
pq vc joga lobinho comigo.
pq vc não briga qd eu deixo a toalha molhada no quarto.
pq vc tá aprendendo a gostar de gatinhos.
pq vc é meu parzinho de filme de amor.
pq vc é aquele menino da praia.
pq vc escreve.
pq vc é meu companheiro.
pq vc curou meu vício em bala halls.
pq tem alguma coisa no seu jeito de me olhar q entorpece.
pq vc me entorpece.
pq vc desenvolveu um método ótimo de me fazer dormir bem.
pq parece q é assim desde sempre.
pq vc tem uma constelação de pintinhas.
pq vc beija todas as minhas.
pq vc cuida de mim.
pq vc tb é filho de vênus e plutão.
pq toda vez q vc imita o bátima eu morro de rir.
pq vc me faz sorrir o tempo todo.
pq vc come devarinho.
pq vc toma porre comigo.
pq a gente é farinha do mesmo saco.
pq até minha família gosta docê.
pq vc me chama de tangerina. e de moreninha. e de amorzinho. e eu me derreto toda vez...

respondeu sua pergunta?

feliz valentine's.

Monday, February 12, 2007

[ cubo mágico ]

msn:
- montei!
- levou quanto tempo?
- 23 anos!


\o/

Friday, February 09, 2007

[ mudança ]

não determine culpas, não destine ódios, nem julgue, nem grite.
fique quieta e vá tomar um remédio pra essa irritante alergia a pó, babaquice e caixas de mudança.

Wednesday, February 07, 2007

é um dia meio sei lá q acontece de tempos em tempos. não dá vontade nem de ir pra casa, nem de ficar aqui. sonolenta, lenta e mal humorada, acho q nem eu me 'guento hoje... tristeza meio sei lá, sabe?

Monday, February 05, 2007

[ e o resto dela ]

q não fui eu q fiz, mas é como se fosse e era mesmo isso q eu queria dizer...


o meu amor | chico buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz.

Thursday, January 11, 2007

[ pedaço de poesia ]

eu te amo de um tanto
que quase não acredito
e te digo de espanto
o q de mim nunca foi dito

amo assim de cor calma
e também matiz angustiante
e essa dor q corta a alma
é meu desejo mais constante

[...]

Monday, January 08, 2007

de vez em qd eu minto descaradamente pra mim mesma.
digo assim: boba, vc não é ciumenta, vc não é obsessiva, não não...
tsc tsc, sempre me fodo...
tá pensando q é fácil?
se apaixona só pra ver.

ai,
ai,
ai,
ai, vontade de falar 15 palavrões. 'tamerda.

Sunday, January 07, 2007

[ geladeira ]

estavam os dois na cozinha. dela. a ana comia aquelas bolachas de gergelim quebrando elas em pedacinhos. cada ruptura enchia o prato de farelos e sementinhas de gergelim q gostava de pegar apertando os dedos contra o vidro e lamber em seguida. era um ritual lento. mas ela sempre comia devagar mesmo. ele olhava. do chão pra geladeira, pra ela, pro relógio de parede.
- cê não vai comer nada mesmo? tem chocolate... - ela nem virou pra ele pra dizer.
- tô sem fome. acho q bebi demais. tô pensando um monte de besteiras...
- eu tb bebi demais e não perdi a fome...
- ...
- ah, falasério, gustavo... - continua sem olhar pra ele.
- o q?
- q tu ficou bolado.
- com o q? - ele tá tentando contar as rachaduras do azulejo q está embaixo da cadeira dela.
- esquece.
- não.
- não o q?
- não esqueço. e acho q vou pra minha casa. - agora ele espera q ela olhe. tinha certeza q agora ela olhava. 'minha' casa. ela odiava qd ele falava 'minha' casa.
ana parou de brincar com os farelos. mas não olhou.
- vc vai embora...? - doía.
- tô querendo.
- por causa de hoje?
- ah porra. tu acha q é pq? pq mais seria? pq vc tá fazendo como se não tivesse sido nada de mais?
ela quer levantar e não consegue. nem se mexer direito. nem respirar direito. nem nada.
- caralho, ana! vc quer q eu finja q não aconteceu? sei lá, cara... tá foda... não dá isso... vc é maluca... só pode...
ela volta a quebrar bolachas, mas não come.
- pq vc nunca fala? eu fico aqui roendo essas cenas e vc não fala nada!
- olha... vc viu coisa demais... é besteira... eu tô com sono e vc tá bêbado ainda... tá gritando comigo... eu não gosto...
- tá. foi mal. olha pra mim.
- pra q?
- olha pra mim porra. vc não olhou pra mim desde q saimos de lá. - ele pega no braço dela e puxa pra si.
ela tem algo de ameaça no olhar. aquela ameaça q ele viu no dia em q se conheceram. antes era uma ameaça doce. hoje não tem doçura.
ela não sabe pq o jeito q ele olha é tão devastador. devastador. ana sempre usou essa palavra pra lembrar do modo como era. agora quer chorar. mas tb não consegue.
- eu te amo tanto garota. caralho como eu te amo. - ele quer tanto abraçá-la q dói.
- eu tb te amo. - ela suspira lamentando a vontade sem tamanho de ser abraçada e carinhada e q ele a leve pro quarto e pra cama e q toda essa confusão termine.
- e não aconteceu nada... poxa eu tava tão bem. pq vc tem q fazer isso comigo sempre? q droga, gustavo... - ana se solta, desanimada. vai até a sala e se joga no sofá.
nesse momento, q não é só um momento mas não passa de uns minutos, os dois se sentem sozinhos.
[...]
- tô indo.
- hm...
- eu ficaria se vc olhasse pra mim e dissesse a verdade.
ana suspira, e levanta, um pouquinho tonta ainda dos drinks q tomou, apaga a luz da cozinha e vai pro quarto. nem fecha a porta. troca de roupa devagar e, prestando atenção aos barulhos da sala, deita na cama, se cobre com o edredon, fecha os olhos e espera.
ele vem.
ela pensa.
- bobo...

Saturday, December 30, 2006

a ana é uma moça boba. ela morde os lábios o tempo todo. gosta das unhas pintadas de vermelho. gosta de música. e detesta vento. ela é a personagem. não sou eu. se vc achou q eu escrevia sobre mim enganou-se. eu copio ela.

- saudade.
- hum... tá...
- vc não?
- ...
- ficou triste?
- parece?
- ficou...
- eu costumo sentir saudade das coisas q quero de volta... ou daquelas q nunca serão superadas. mas... é bom saber como vc se sente. assim eu posso dar uns passinhos pra trás... ando rápido demais.
- vc não entendeu...
- são as palavras, sabe... td q vc fala passa por mim arrancando pedaço. às vezes isso é bom... na maioria das vezes... de vez em qd não é. eu não queria ouvir saudade de vc.
[...]
- nem saudade de vc?
- a saudade de mim é desejo. a dela é o q?

Friday, December 22, 2006

paixão é doença. já disse isso?
ô dorzinha boa...

Wednesday, December 20, 2006

'eu quero um samba pra me aquecer
quero algo pra beber, quero você
peça tudo que quiser
quantos sambas agüentar dançar
mas não esqueça do nosso trato
da hora de parar
só vamos embora quando tudo terminar
eu vou te levar aonde você quer chegar'

vou mesmo.

de olhinhos fechados e cantando. descobrir musica nova é sempre uma alegria...

Sunday, December 17, 2006

é... não dá pra dizer sem ser piegas... mas é tudo muito bom... aff...

Monday, December 11, 2006

tô com vontade de fugir. de correr pra bem longe de mim. deve ser culpa da ressaca... ou culpa da inconsequencia. e das consequencias. e da minha boca q fala demais. e das minhas mãos q arranham e machucam. e do furacão q mora dentro de mim. e de todo o calor. de toda a mágoa. de todo ciúme. de toda essa falta de controle e esse masoquismo persistente. de todo drama, de tanta cor inexistente, de tanto passado.
agora quero dormir e ver se esqueço...
ou afogo.

::

[ batidas ]

- olha na gaveta de cima
- já olhei...
- então perdeu-se mesmo...?
- parece...
- tem o meu... cê quer?
- ele já foi de outro alguém?
- já, oras...
- então não quero. quero um só meu... um q eu possa trancar numa caixinha vermelha pra sempre...
[...]

Thursday, December 07, 2006

eu não tenho idéias. na verdade é bem estranho isso. me dá vontade de escrever. mas não vem junto uma história [ou estória, q diferença]. só vem a vontade. e eu bem sou ruim de lidar com desejos. há qs um mês atrás quis comer uma torta de morango e ela não desgrudou de mim ainda. nem sei se vai antes d'eu satisfazer a vontade. então... a vontade de escrever é meio assim. gruda primeiro e depois fica cavando na minha cabeça alguma idéia decente. nos últimos meses só encontro pedaços de percepções do q não aconteceu. ou do q aconteceu, mas não foi beeemmm assim, sabe? e o q aconteceu? só angústias, culpas, sofrimentos etc etc. e estou começando a achar essa brincadeira de ir e voltar desses tempos chuvosos meio cansativa... sei lá... será q eu consigo me livrar dos abismos...? será q existe algo de mim q não seja abismo?

Tuesday, December 05, 2006

como pode uma gatinha blasé fazer tanta falta...?

miéu.

Friday, December 01, 2006

[ 29.10.2006 ]

- não tive tempo... as coisas andam corridas sabe... muito trabalho... páro pouco em casa... e não dá pra jogar fora em qq canto...
- hum...
- como vc está?
- sofrendo. estou preso, vc sabe disso.
- desculpa.
- não... não desculpo... mas eu sei da minha culpa nisso... fui eu quem entregou tudo a vc... era um risco grande...
- nós nos atiramos... nós dois... de mãos atadas...
- e deveríamos cair pra sempre...
- ...
- vai embora...
- pra onde?
- vc já tem pra onde ir.
- e vc vai pra onde?
- eu tenho tempo... tenho um vazio e uma vida inteira. mas acho q primeiro vou limpar meu quarto.

ela levanta e anda um pouco. vai até a sacada e olha pra rua. está chovendo um pouco e ela sente frio. resolve voltar.

- vc se arrepende?
- do que?
- de tudo. de nós. de ter pulado. sei lá. se arrepende?
- agora eu não sei.
- ...
- você?
- não! já disse q não...
- me guarda então... joga fora não...
- não posso.
- não... vc não quer.
- não quero. quero não me sentir mais culpada por vc... já basta a culpa por nós.
- eu ainda amo vc, se vc quer saber.

ele sustenta o olhar por uns segundos, mas ela não retribui.

- eu tb amo vc. mas essa é a última vez q digo isso.
- pq?
- pq sim. é melhor assim.
- melhor pra quem? pra vc? pra mim? pra...

ela interrompe.

- pra todo mundo... eu não sei mais explicar esse amor... não gosto mais das coisas q sinto... não me sinto bem olhando pra vc, nem gosto de estar aqui... só sei q te amo de algum modo estranho... como algo q se enraizou de tal maneira em vc... q não sai mais... como se eu não fosse eu sem ele... é isso. não sei mais como ser sem ser sua... eu tb tenho um vazio...

[...]

Wednesday, November 29, 2006

[ eu | florbela espanca ]

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

Tuesday, November 28, 2006

...

. amo vc, menino...


^^

Monday, November 27, 2006

mas ele voltou. se instalou e criou raízes sem q ela percebesse. ou será q percebeu?

entorpeceu seu corpo e anestesiou seus medos e hoje, um mês depois, não se sabe mais como seus nomes andaram separados por tanto tempo...

e hoje ela pensa nele o tempo todo... não mais como um sonho ou uma lembrança embaçada, mas como um desejo, uma angústia [pq a paixão é tão angustiante]...

e pensa em amor...